A desvalorização de Costa

Luís Nunes dos Santos

Bisturi Cronista


Não há muito, o INE deu a conhecer os resultados afetos à (des)governação dos últimos meses em que António Costa está à frente dos desígnios do nosso país. Os resultados não mentem: a falta de tacto na governação socialista levou Portugal para um parco crescimento económico e para um investimento privado praticamente inexistente.

Portugal é hoje um país a viver no deserto económico, imposto por um (des)governo minoritário apoiado por partidos do espectro mais extremo do radicalismo das esquerdas, que teimam em governar somente para aqueles que são dependentes do Estado, como os funcionários, os subsio-dependentes numa tentativa de compra de votos. Este é o governo que usa os recursos do Estado para fins puramente políticos porque sabe que está aí a chave para o poder.

É triste ver um governo a trabalhar numa máquina de autopromoção, esquecendo que este serve para manter os interesses da nação na frente, porque Portugal está à frente. É óbvio que este governo não está interessado em estudar os verdadeiros problemas.

O cenário económico não é risonho tampouco o social. Costa adoptou a estratégia da desvalorização: desvaloriza o que Pedro Passos Coelho diz, ignorando o que no final de contas é verdade pura e dura. Desvaloriza igualmente o INE e UTAO, e até o Conselho de finanças publicas, mas acima de tudo Costa assim como o BE e PCP são responsáveis por desvalorizar o país com estas políticas totalmente erradas e nefastas. Agora até já Mariana Mortágua se antecipa ao ministro das finanças e anuncia impostos desastrosos para a confiança, assustadores para os investidores, e ainda mais para a sociedade civil no geral… perdeu a vergonha! Talvez nunca a tivesse tido!

A democracia e a economia só funcionam se cada um utilizar o dinheiro que ganha com o seu esforço e trabalho da forma que melhor entende!

O motor da mobilidade social reside em empreender, poupar e investir, se o estado vai buscar dinheiro sem regra a quem pelo esforço e pelo mérito acumula rendimentos está a criar uma política de irresponsabilidade e inconsequência!

Nós já sabíamos que o BE tinha um problema com a economia plural e com o mercado livre, não sabíamos era que este PS se tinha perdido ao ponto de apoiar quem sem vergonha quer impor o modelo leninista da nacionalização da economia por sectores.

Desvalorizar está no ADN desta gerigonça: é por isso que desvalorizam aqueles que não são dependentes do Estado, aqueles que podiam dar mais ao acrescentar confiança e valor a Portugal, mas que podiam tirar o (des)governo do poder. Falo dos jovens, do privado e de todos aqueles que lutam no dia-a-dia somente por conta própria. O conselho é simples, antes dos governos imporem ideais e quererem que a sociedade seja modela por eles, é preciso verificar e estudar se encontram ou não utilidade publica…

Pedro Passos Coelho disse que o diabo vinha aí, o que neste caso chama-se DBRS. Se esta agência de ratingdespromove o rating da dívida soberana da república portuguesa: então sim, vem aí o diabo e o inferno do segundo resgate.

É preferível alguém que seja sério, que diga as verdades mesmo que sejam difíceis e que seja competente no cargo de responsável pelo governo de Portugal do que um risotasque apenas sabe desvalorizar.