Cartazes idiotas!

Cartazes idiotas!

Cartazes idiotas. A recente bandeira da Silly Season têm sido os polémicos cartazes do PS. A estrutura num típico passo de tango, automaticamente anunciou a demissão de Ascenso Simões. Assim, caiu a cadeira do director de campanha socialista, algo que não surpreende.

A verdadeira campanha de António Costa assenta na ambição desmedida que todos bem conhecemos pela cadeira de São Bento usando como transporte um vale tudo político.

Quanto aos soldados de primeira e segunda linha não têm com o que se preocupar. Mesmo abatidos, serão “recompensados”. A falta de credibilidade política tem sido uma constante. Já a palavra de ordem passa pelo populismo na sua medida certa ou incrivelmente desastrosa.

Relembremos o congresso que celebrou a ascensão do alcaide à liderança socialista: as visadas, foram as mulheres vítimas de violência doméstica. Outro acto demagogicamente populista foi o fogo Syrizista de António Costa, quando Tsipras venceu as legislativas.

Hoje, vemos as imagens das falsas desempregadas nos cartazes da campanha.

Deveremos realmente olhar para Ascenso Simões como o culpado de uma campanha política desastrosa? Ou ao invés será o general do largo do Rato o único ao qual devem ser imputadas responsabilidades?

Um verdadeiro líder jamais permite que outros sejam responsabilizados por uma culpa que é automaticamente sua e vai ser sempre sua, sempre que algo corra mal ou incrivelmente bem.

Mas e como a política é um pântano dúbio, será que o PS de António Costa é assim tão ‘bacoco’ ao ponto de dirigir a sua campanha desta forma, atirando directamente a cada um dos seus pés, fazendo cartazes que remetem automaticamente para tudo aquilo que pretendem que nos esqueçamos?

Falo da anterior governação socialista.

Quanto ao facto de as pessoas visadas nos cartazes não terem autorizado a utilização da sua imagem para isso mesmo, não nos podemos admirar. Não são atitudes identificáveis como sendo “ politicamente “ de hoje, mas de sempre.

Assim, se alimenta esta ‘Silly Season’ de cartaz em cartaz, de discurso em discurso. Mas existe algo de que não nos podemos esquecer, as eleições estão à porta. E a grande decisão que está na mesa, é quem governará Portugal nos próximos quatro anos?

É desígnio e dever nacional que cada cidadão preencha o seu boletim de voto com a plena consciência de que esse voto não é manipulável em cartazes. E também é por essa mesma razão que é tão importante.

Votemos com a plena consciência que sempre que nos abstemos de exercer a nossa cidadania, perdemos quase que automaticamente o direito ao queixume de café e ao queixume carnal do Fado Português, sempre que abrimos a caixa do correio ou a carteira.