Coligação ou não coligação: eis a questão

Coligação ou não coligação? Eis a questão!
A personalidade em destaque na coligação PSD/CDS na proposta de Orçamento de Estado 2015 foi uma vez mais Paulo Portas com a redução da sobretaxa do IRS revelando assim uma postura eleitoralista contraditória com a sua posição e responsabilidade como vice primeiro ministro.

Não que não concorde com a mesma, mas num governo ainda de coligação é inaceitável que este tipo de divergência viaje a público.

Fragiliza todo o governo e como sempre o modelo camaleónico que Paulo Portas impõe a este CDS prevalece saltando do barco num período em que as sondagens castigam o PSD e não auferem mais de quatro por cento a este CDS que vive atrelado a quem está no poder, adiando assim, qualquer tipo de acordo nupcial pré-eleitoral.

Não esquecendo o episódio com a TSU e a irrevogável demissão de Portas.

Se antigamente a Aliança Democrática era pensada para reunir condições de maioria absoluta, hoje pondera-se a mesma para vencer o PS.

Uma situação para o PSD refletir…

Quanto a este CDS camaleónico de Portas, existe no ar a hipótese de possível aliança a António Costa que me faz viajar no tempo e recordar o desastre da coligação de 1978 entre o governo de Soares e o CDS de Freitas do Amaral e Amaro da Costa.

Este CDS de Paulo Portas revela viver atrelado ao Poder e a quem o detém.

A democracia Portuguesa vive claramente um momento insólito :

Um PS que quer eleições antecipadas mas que não apresenta nem plano de governo nem propostas para o país.

Uma partidite com a formação mensal de novos partidos que seguindo o modelo de Rui Tavares no Livre candidata-se a um lugar de ministro no possível governo de António Costa.

Um CDS de Paulo Portas que rema ao sabor do ‘cheiro do poder’.

E um PSD que governa, até porque um país não se governa com base em teorias eleitoralistas de faz de conta e essa herança recordamos infelizmente da governação socialista de José Sócrates.

Enquanto tudo isto decorre o índice de pobreza em Portugal aumenta.

O país deve refletir, sonhar e mudar.

Existe todo um sistema político que necessita de uma profunda reforma. Só desta forma Portugal pintará um futuro sustentável para a geração de talentos que tem desenvolvido nestes últimos anos. Uma geração que merece ter um oceano nacional no qual navegar.

Lembrando Fernando Pessoa: Ainda falta cumprir Portugal!!