Da Polis: ” anda um louco à solta pelo mundo”

 

Miguel Pedro Araújo

Bisturi Cronista 


Não há outra adjectivação ou outra forma de descrever a realidade.
Não há nenhuma norma internacional que legitime Donald Trump ou os Estados Unidos da América (apesar da sua condição de super-potência geoestratégica, política e económica) como guardiões ou donos do Mundo. Para mais quando é reconhecida uma incapacidade política e governativa atroz em Donald Trump, ao ponto de nem a própria “casa” conseguir gerir.
Mais ainda… se um determinado país, estado ou nação, decidir, por vontade exclusivamente própria ou unilateralmente, quebrar qualquer compromisso ou norma internacional haverá logo quem, muitas vezes com os próprios Estados Unidos à cabeça, queira repor a ordem internacional.
Porque razão ou com que legitimidade e impunidade podem Donald Trump ou os Estados Unidos decidir internacionalmente o que bem lhes apetecer, sem ter em consideração qualquer impacto ou consequência nas relações internacionais?
E o mais grave é que os impactos das decisões internacionais assumidas por Donald Trump colocam em perigo a estabilidade internacional, a paz, os compromissos firmados no seio da ONU, com total desprezo pelas relações entre os povos e, acima de tudo, pela vida e dignidade humanas.
O último exemplo é a afronta internacional do Presidente dos Estados Unidos da América que deita para o lixo todos os esforços de paz entre Israel e Palestina até agora encetados, que coloca em causa a frágil estabilidade política e religiosa no Médio Oriente, que desrespeita todos os processos, compromisso e acórdãos internacionais até agora celebrados.