Indonésia para “backpackers”! | Insiders Of The World

Adriana Correia

Bisturi Cronista


A Indonésia é enorme e podia facilmente justificar-se viajar durante uns seis meses e depois continuar para a Austrália e Nova Zelândia. É comum ouvires que para visitares uma nova ilha na Indonésia, todos os dias, demorarias cerca de 49 anos até conseguires veres todas. A rota comum de viagem começa em Java, segue para Bali, Lombok, Gili e Flores.

Jakarta

Enquanto capital frenética, basta um ou dois dias para começar a que pode ser uma grande aventura pela Indonésia, a não ser que gostes muito de trânsito e confusão e prefiras ver um museu por dia.

Dieng Plateau

Dispensei Plateu apesar dos seus lagos, hot springs e templos que me tanto aconselharam visitar. É comum os viajantes alugarem uma mota e visitarem as redondezas sozinhos, no seu próprio passo.

Yogyakarta

Esta foi uma agradável surpresa, a uma hora de viagem de autocarro, com a ideal atmosfera para visitar os templos de Borobudur e Prambanan. Tem um mercado de fruta e legumes peculiares que não deixa ninguém indiferente.

Bromo-Tengger-Semeru National Park

Um dos grandes pontes estratégicos e de paragem para muitos backpackers, entre Yogyakarta e Bali, passa por visitar os seus vulcões. Os Mounts Bromo e Semeru são os mais acessíveis e mais incríveis da ilha de Java. Existem algumas guesthouses a preços significativamente baixos em vilas como Cemoro Lawang ou Wonokitri. Também podes acampar mas aconselho-te a ter imensa roupa quente pois faz imenso frio de noite nesta área!

O Mount Bromo ao nascer e pôr do sol tem uma beleza ilimitada. É simplesmente lindo fazer um trekking de perto de três horas para chegar ao melhor viewpoint e sermos maravilhados com a mãe natureza no seu melhor. Apesar de dizerem que só conseguimos entrar no parque se pagarmos a entrada, existe uma opção já bastante utilizada por inúmeros viajantes que passa por um caminho de trekking de dificuldade média até à base do vulcão. Poupas cerca de 250 000 rupias indonésias.

O Bromo foi tão especial para mim que escrevi sobre ele para um artigo em inglês para a Navigator que acabou por ser publicado no livro deles.

Bali

Bali é uma ilha relativamente pequena mas onde facilmente conseguirias passar uma ou duas semanas. A maioria dos viajantes fica perto de Kuta Beach onde a praia, o surf e os bares são o cocktail do dia. Mas Bali vai mais para além disto. Existem inúmeras vilas piscatórias tradicionais, oportunidades de mergulho e de snorkelling em Nusa Lembongan, ou até mercados e templos com uma cultura hindu bem vincada.

De Bali é comum seguir viagem para Lombok de ferry. Existem serviços de Benoa, Serangan Island, Padang Bai e Amed de Bali para as Gili Islands. Se não conheces muito sobre estas ilhas, aconselho-te a pesquisares seriamente.

Estas são um conjunto de três ilhas que fogem muito ao turismo em massa de Bali, sendo a Gili Trawangan a que mais alberga backpackers desde os anos 90.

Já Gili Meno é uma ilha quase deserta onde que podes relaxar bastante, fazer boa praia e comer ainda melhor. Gili Air é a mais pequena das três. Em qualquer uma das ilhas não são permitidos carros ou veículos motorizados e, por isso, é comum ver carroças e bicicletas por todo o lado.

Confesso que podia ter ficado mais impressionada, especialmente com o caminho até lá. Fui vítima de um esquema turístico brutal que me levou a uma situação bastante chata!

Senaru

Senaru é um ponto de passagem para visitar cascatas e o Mount Rinjani que é o segundo maior vulcão da Indonésia.

De Lombok para Flores começam os problemas. Não tenho experiência pessoal nem me informei convenientemente como são os ferries para Flores. No entanto, sei que existem opções, nomeadamente para ver o Komodo National Park.

Ende

Ende é a maior cidade nas Flores. Existem várias grutas, lagos, piscinas de água quente e o Mount Kelimutu que dizem que vale mesmo a pena visitar!

Também na Indonésia importa referir a ilha de Sumatra e a floresta e selva de Borneo que nos remonta ao estado mais natural e conservado na natureza, com pouca ou nenhuma intervenção do Homem.

Pessoalmente, tenho ainda imenso da Indonésia por explorar!