O fim da geringondite para o PCP!

O fim da Geringondite para o PCP!
A história recente do PCP na geringonça mostra-nos como o comunismo existe apenas no papel, no entanto, talvez venha a ser esta falácia a solução para o fim da geringondite que assombra Portugal.
Esta terrível epidemia ameaça o nosso presente e, acima de tudo, o nosso futuro a curto e médio prazo. As primeiras peças da geringonça começam a cair.
Esta queda começou com António Ferreira na Saúde, passando pelo ex-ministro da cultura, João Soares, e pelo ex-secretário de estado da juventude e do desporto que entra em clara ruptura com Tiago Brandão Rodrigues, num governo em que não se compreende a inexistência de políticas para a juventude, sobretudo quando recordamos o quão crítico foi António Costa face à emigração jovem, quando líder da oposição.
No entanto, o passo fulcral para o término desta epidemia, daqui a um, quiçá, dois anos, está nas mãos do PCP.
O PCP saiu ferido das Presidenciais, com um resultado catastrófico, pagando a factura pelo apoio à geringonça. O PCP vê o Bloco de Esquerda ocupar o seu lugar no seio do seu eleitorado mais à esquerda e dentro da própria geringonça. O bloco tem sido o grande decisor, do orçamento a tudo o resto, assistimos a um bloco cujo poder de negociação está sempre do seu lado e ocupando o lugar mais confortável no Parlamento.
Para o PCP, o fim da geringondite significa, neste momento, a sua própria sobrevivência e calculo que já se tenham apercebido disso mesmo.
Por agora vemos a sua guerra acesa com o Bloco de Esquerda.
O alvo predilecto dos comunistas, desde as referidas Presidenciais, tem sido Marisa Matias que ocupa um espaço individual de comentadora política na TVI.
Os comunistas são contra a concentração de capital nos grandes grupos de comunicação social e dizem recusar alimentá-los ou deles depender, no entanto, este incómodo com Marisa Matias e a participação dos homens do PCP nos debates televisivos (Bernardino Soares, João Ferreira, António Filipe, João Oliveira) demonstram, uma vez mais, a sua pura demagogia.
Esta ridicularização no Avante a Marisa Matias pode ser a derradeira faísca para que o incómodo não assumido entre ambos os partidos no parlamento deixe de estar presente apenas nos bastidores do poder.
E poderá ser esta primeira cisão na geringonça, o princípio do fim da mesma, por um PCP ferido, com o seu espaço político sufocado e o seu poder de negociação cada vez mais reduzido.
E quando assim é, a história recente conta-nos o resultado: perde-se o poder, mudam-se as vontades.
Para o bem de Portugal e dos Portugueses, que assim seja!!!