Podemos: o terramoto político em Espanha!

Segundo o jornal El País, se hoje fossem realizadas eleições legislativas em Espanha, o movimento Podemos encabeçado pelo professor de ciência política Pablo Iglesias ganharia, ficando à frente do PSOE e do PP.

E o que é afinal o Podemos?

O Podemos surgiu no meio académico da universidade Complutense de Madrid, uma universidade tradicionalmente associada à esquerda no seio de um grupo de professores ligados aos movimentos sociais com treino de marketing e comunicação política.

É portanto um movimento monopolizado e manipulado por experts em ciência política de esquerda e extrema esquerda.

Face à introdução do cenário de crise económica em Espanha, ao crescimento do desemprego e aos sucessivos escândalos de corrupção envolvendo o PP, é fácil entender porque um movimento deste género ganha força entre o eleitorado com este efeito flash de popularidade.

Revela-se claramente populista, propondo receitas fáceis para os problemas complexos do país, no fundo aquilo que faz é dizer às pessoas o que as pessoas querem ouvir.

Utiliza slogans tais como: ‘Quando foi a última vez em que votaste?’

Afirma-se não como partido político, mas como um movimento de cidadãos para cidadãos, fugindo assim do escrutínio à sua ideologia mal mascarada: a de extrema esquerda.

Não é difícil fazermos este diagnóstico e acredito que o fogo Eleitoralista do Podemos cairá em breve como qualquer proposta utópica e populista.

E para chegar a estas conclusões bastará ler as suas propostas políticas na página web: podemos.info

Propõem uma auditoria cidadã à dívida, a criação de uma agência Europeia de Rating, a recuperação do controlo público de sectores estratégicos da economia, um rendimento mínimo atribuído a todos os cidadãos pelo simples facto de existirem; um bolsa família à brasileira.

E se ao invés pensassem em criar politicas de emprego; impulsionar a indústria; a produção nos distintos sectores do país e assim criar uma vida digna aos cidadãos em vez duma sociedade de “inúteis” subsidiados.

Muitas destas ideias surgiram dum simples ‘copy paste’ de ideias que circulam na Europa como resposta à crise.

Já no plano Internacional querem revogar o Tratado de Lisboa e suspender o tratado de livre comércio entre os EUA e a UE.

Querem portanto um regime ditatorial ao bom estilo comunista; um mundo de portas fechadas.

Seguramente a essência deste movimento remonta às más memórias que todos temos do passado com o comunismo.

Termino a cirurgia ao Podemos refletindo no próprio processo eleitoral do mesmo.

O líder Pablo Iglesias anunciou a intenção de realizar eleições através da Internet para escolher uma equipa de 25 pessoas responsáveis pela elaboração da assembleia fundadora do partido onde a estrutura e a forma do Podemos fica definida, o que gerou confusão no meio do partido.

Elaborou desta forma um modelo de eleição fechada, não dando tempo à composição de listas alternativas.

Por outro lado, permitindo a eleição por primárias mascara a escolha do líder do Podemos como sendo a vontade do Povo.

Se este tipo de movimento alguma vez governar Espanha podemos esperar a cisão do país nas comunidades, e o caos total social e económico.

O mesmo aconteceria em Portugal.

O resultado do Populismo recente de Marinho Pinto relembra-nos o que podemos esperar de “líderes” populistas.

Quanto ao cenário de partidite, o Livre que seguiu um percurso semelhante ao Podemos a nível de eleição interna apresenta-nos Rui Tavares, o candidato a primeiro-ministro de António Costa e não às legislativas.

Já o fórum manifesto, entre outros novos movimentos, apresenta-se como um movimento que quer dar voz aos cidadãos sendo encabeçado por caras já bem conhecidas dos nossos “velhos” partidos.

Nada de novo portanto.

Em Portugal, claramente Não Podemos!!!

Ainda se os países se governassem de teorias de faz de conta talvez estes idealistas de fábulas pudessem governar.

Bom, seria o caos de qualquer forma.

Talvez um dia se perceba que dar voz aos cidadãos é envolver os nossos excelentes profissionais nos diversos sectores na nossa governação e não estes politiqueiros “profissionais” em marketing e comunicação.