Resgatar o presente, projectar o futuro!

Foi com o mote “ resgatar o presente, projectar o futuro que decorreu no passado fim-de-semana na Batalha o XXIV Congresso Nacional da Juventude Social Democrata, no qual tive a honra de poder estar presente como participante, tendo assistido à reeleição do deputado Simão Ribeiro, como Presidente da estrutura e da Secretária-Geral, Margarida Balseiro Lopes.
Platão disse um dia: “ o preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem te é inferior”.
É com uma profunda sensação de angústia misturada com revolta que vejo na nossa sociedade a forma como são tantas vezes tratados os filhos de Portugal que dedicam grande parte do seu tempo à participação cívica independentemente da sua cor ou ideologia partidária.
Vi neste congresso, gente com ideias, com sonhos, com ideais para Portugal. Assisti à apresentação de 58 moções sectoriais que mais do que moções com um toque académico, são ideias concretas para o nosso país em áreas tão importantes como a saúde, segurança social, ambiente, mobilidade, inovação social, educação, reforma do sistema político etc.
Saí deste congresso com a profunda certeza que ser jovem é incómodo pela natural irreverência dos dias de juventude, no entanto, é esta irreverência que planta as raízes do futuro. É esta a irreverência cujo pulmão visionário faz nascer aquilo que é o futuro!
Desengane-se quem pensa que a esquerda radical, que é sempre tão dura quando se refere às estruturas partidárias de juventude, não está presente nos meios académicos e não floresce os seus quadros no mesmo. Não só está actualmente presente como está incendiária, vendendo as suas fábulas utópicas.
Obviamente que é legítimo que assim seja, desde que na altura da crítica se repense estes preconceitos, que se vendem à sociedade, aprisionando gerações de jovens num preconceito sem sentido ou razão de existir. Deveríamos sim, promover a participação cívica dos nossos jovens ao invés de os julgar.
Saibamos dar liberdade ao futuro de Portugal e não julgar todos aqueles que preferem agir, informar, participar, ao contrário de todos os outros que não exercem o seu direito de voto em dia de eleições e remetem a sua partipação à crítica gratuita e muitas vezes insultuosa nas redes sociais, detrás de um computador num perfil mais ou menos anónimo, ou por e simplesmente no café na bancada das suas próprias vidas que vai sendo decidida por todos os outros…