Têm dois amores!

“ A política sem risco é uma chatice, mas sem ética é uma vergonha.” Francisco Sá Carneiro
Cedo se percebeu a ânsia de poder do Bloco de Esquerda, um partido que cresceu no seio de uma geração jovem, à rasca, com um profundo sentimento de exclusão social e uma necessidade de afirmação adolescente.
O Bloco veio para dizer não, a tudo aquilo que os outros diziam sim. O Bloco chegou para romper todos os outros pela negação através da irresponsabilidade.
O bloco chegou acima de tudo para fazer triunfar um comunismo profundo.
O Bloco de Esquerda é Anti-Europa; é Anti-Prosperidade, é adepto de um estado gordo perante uma população miserável. O Bloco é adepto daquele país, que sem a Europa estaria a anos luz de todos os outros: um país sem estradas, sem saneamento básico e fornecimento energético do litoral ao centro, passando pela montanha.
O Bloco tal como o comunismo é Anti-liberdade, é Anti-inovação é Anti-investimento e é acima de tudo Anti-Democracia!!
E agora, a questão essencial: porque detém o bloco tanto poder no actual estado da nação?
Este poder advém de um partido composto por jovens, supostos quadros, que não vêm meios para atingir os seus fins.
Recordemos a noite eleitoral das últimas eleições legislativas.
Catarina Martins, num profundo regozijo defendia que tinha sido o seu partido com o PS a reboque, o vencedor da noite eleitoral.
E tinha razão, o bloco saiu vencedor e arrastou consigo os seus actuais dois amores: o PS e o PCP.
Foi assim que há uns meses atrás sentada nas galerias da Assembleia da República assisti a um plenário que por momentos me fez recordar uma peça de teatro.
O PSD e o CDS preocupados com o guião do país, e as restantes forças partidárias preocupadas em aplaudirem-se umas às outras.
E é por falar em amores, que não posso deixar de repudiar os polémicos cartazes com a figura de Jesus Cristo que o Bloco de Esquerda lançou esta semana, provavelmente pensando que estaria a fazer um grande serviço público à sociedade pelo simples facto de o outrora não, hoje ser o sim no parlamento.
E é assim de amor em amor, que me pergunto, para onde vamos, com esta geringonça no poder que não respeita nada nem ninguém tendo expandido a sua “ditadura” de opinião aos credos religiosos?