Uma Europa em Tic-tac!

Uma Europa em Tic-Tac!
“Tic-Tac!”, gritou o líder do Podemos, Pablo Iglesias, dizendo que começou a contagem decrescente para o governo de Mariano Rajoy.

  1. O regozijo foi tal com a vitória do Syriza, que garante que a Europa vai mudar seguindo o mote lançado pelo povo grego.

Afirmou: “Dizem que o caos se vai instalar na Grécia, eu digo que o caos está na Grécia.”

Concordo com Iglesias, de facto o tic-tac começou na Europa para grande parte dos países Europeus, uma vez que este é o grande ano eleitoral europeu.

No entanto, creio que o verdadeiro tic-tac começou para grande ditar a queda do chauvinismo destes movimentos populistas de extrema-esquerda cujo vigor recente se deve única e exclusivamente ao descontentamento dos povos com a crise económica.

E este Tic-Tac começou com a vitória do Syriza.

Em apenas dois dias, a grande promessa eleitoral do Syriza caiu por terra: o perdão da dívida grega, tendo sido afirmado pelo novo ministro das finanças que tudo isto não passou de bluff político.

Perante a demagogia eleitoral grega, a ausência de soluções reais para o seu país será que o Syriza não irá enterrar o Podemos e afins?

Afinal começam a provar do próprio veneno: não existem soluções fáceis para problemas difíceis.

O mesmo se aplica a António Costa, que gritou pelo Syriza, esqueceu o Partido Socialista Grego, e no dia seguinte engoliu em seco a coligação do mesmo Syriza com a extrema-direita daquele país.

António Costa esquece tudo o que não convém.

Tal como na Grécia, as décadas de poder socialista, enterraram Portugal na pesada situação do presente.

Porque não somos nós também capazes de castigar o partido socialista?

Não terá também começado o tic-tac para António Costa?

Continua com o discurso anti-austeridade e afirma por fim que não deixará a autarquia lisboeta a não ser que vença as legislativas.

Que género de primeiro-ministro será este que acumula cargos, reveste a sua autarquia de austeridade ainda que tenha para o país discurso anti-austeridade, aumenta a despesa da sua autarquia com avenças avultadas em pleno ano eleitoral.

Serão estes vinte e seis por cento em avenças um retrato da contratação de assessores de imprensa, e da restante maquinaria da campanha eleitoral?

E quem paga tudo isto? Nós, o Zé povinho. É esta a verdade nua e crua.