Das Alianças

Miguel Pedro Araújo
Bisturi Embaixador/Cronista


Pedro Santana Lopes formalizou, no início do mês, a sua saída do PSD e a criação de um novo partido “Aliança”.

Pessoalmente, não me aquece, nem me arrefece, e não acredito que seja motivo para tanta apreensão no PSD e para um desmedido receio de concorrência eleitoral. O vazio ideológico e a mera visão personificada do poder político, a par com o populismo programático (personismo – esse novo conceito político santanista – liberalismo e solidariedade… que na ordem devida soaria melhor se fosse “P”ersonismo, “S”olidariedade e “L”iberalismo – PSL), para além da ausência de dimensão nacional e autárquica, transformará rapidamente a “Aliança” em mais uma linha nos boletins de voto.

Por outro lado, para muitos terá sido uma surpresa (para não referir uma traição aos que o apoiaram recentemente nas eleições internas do PSD) Pedro Santana Lopes ter colocado um ponto final numa militância de cerca de 42 anos.

Mas a verdade é que a história desmistifica e desvenda, pelo menos, 22 anos (mais de metade) dessa militância. Pelo menos o “sonho” faz-nos regressar (ou recordar) a 1996…

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De “Alianças”, para além da relevância político-partidária que teve a AD (1979-1983), gosto muito destas… e para mim valem muito mais e bem regionais.

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