Opinião no Observador| Música na Veia

Mafalda G. Moutinho

Bisturi Fundadora/Editora


Excerto:

“Gosto que os primeiros minutos das minhas manhãs sejam acompanhados por sons como por exemplo os dos Hang Massive que ao fundirem os sons da natureza permitem-me abandonar de forma suave o mundo dos sonhos em que o corpo havia adormecido durante a noite.

Já os minutos seguintes acompanham muitas vezes músicas como a Passenger de Iggy Pop, porque o dia pede energia e eu gosto de energizar as primeiras tarefas da manhã até pisar o tapete da rua.

Quantos não saberíamos atribuir canções às pessoas que compuseram a partitura das nossas décadas de vida?

Quantos não fazem aliás uma dinâmica semelhante a esta nos seus casamentos?

E quantos não gostariam de a fazer nos seus funerais, para que desta forma a vida se pudesse celebrar sobre a morte, perpetuando a história daquele corpo que se esvaziou de tudo para seguir em viagem a outra hipotética dimensão?

A nossa experiência com a música justifica a história dos gémeos Espanhóis Juan e Ignacio García Castello que criaram a associação sem fins lucrativos “música en vena” com o objectivo de humanizar os internamentos hospitalares através da música.”

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